Ementas das disciplinas do Mestrado em Desenvolvimento Humano

Disciplinas Obrigatórias
DH 01 – Epistemologia e Metodologia da Pesquisa Interdisciplinar
DH 02 – Fundamentos de Desenvolvimento Humano, Políticas Sociais e Processos de Formação
DH 03 – Seminários Interdisciplinares I e II
DH 04 – Estágio de Docência
DH 05 – Elaboração de dissertação

Disciplinas Eletivas
Linha de Pesquisa 1: Formação e Políticas Sociais
DH 11 – Políticas Sociais nos Espaços Organizacionais
DH 12 – Desenvolvimento Humano: Vida Cotidiana e Processos Culturais
DH 13 – Políticas Sociais na Formação da Sociedade Brasileira
Linha de pesquisa 2: Desenvolvimento Humano, Identidade e Formação
DH 21 – Socialização profissional e construção Identitária
DH 22 – Relações Família-Trabalho-Formação no Desenvolvimento Humano
DH 23 – Processos Grupais e Representação Social no Desenvolvimento Humano
Linha de pesquisa 3: Contextos, processos e práticas formativas
DH 31 – Contextos de trabalho e saúde do formador
DH 32 – Aprendizagem e Gestão do Conhecimento do Adulto
DH 33 – Tecnologias interativas nos processos de formação
DH 41 – Tópicos em Educação

Disciplinas obrigatórias

Disciplina: DH 01 – Epistemologia e Metodologia da Pesquisa Interdisciplinar

Carga horária: 60 horas (4 créditos)

Ementa

A disciplina discute questões epistemológicas fundamentais nos estudos em Humanidades e Ciências Sociais. Discute o conceito de interdisciplinaridade e as limitações impostas pela fragmentação disciplinar. Apresenta o delineamento da pesquisa, discutindo a construção do objeto de pesquisa interdisciplinar, a interferência do pesquisador e a construção de hipóteses.

Finalmente, são apresentadas as principais técnicas de coleta, codificação e análise de dados tanto qualitativos – baseados em entrevistas, grupos focais e histórias de vida –, quanto quantitativos – baseados em questionários e bases de dados públicas, com uso de softwares de análise específicos.

Bibliografia Básica

ALVES-MAZZOTTI, A. J; GEWANDSZNAJDER, F. O método nas ciências naturais e sociais: pesquisa quantitativa e qualitativa. 2. ed. São Paulo: Pioneira Thomson Learning, 2002.

BARDIN, L. Análise de conteúdo. 3. ed. Lisboa: Edições 70, 2006.

BAUER, M. W.; GASKELL, G. (org.). Pesquisa qualitativa com texto, imagem e som. 4.ed. Petrópolis: Vozes, 2005.

BAXTER, P.; JACK, S. Qualitative Case Study Methodology: Study Design and

Implementation for Novice Researchers. Qualitative Report, v. 13, n. 14, p. 544-559, Dec. 2008.

BUENO, B. O. O método autobiográfico e os estudos com histórias de vida de professores: a questão da subjetividade. Educação e Pesquisa, São Paulo, v. 28, n. 1, p. 11-30, jan./jun. 2002.

CRESWELL, J. W. Qualitative Inquiry and Research Design. Choosing among five traditions. Thousand Oaks: Sage, 2006.

DENCKER, A. F.; VIÁ, S. C. Pesquisa empírica em ciências humanas. São Paulo: Futura, 2001.

DOMINGUES, I. (org.). Conhecimento e transdisciplinaridade. Belo Horizonte: Editora UFMG; IEAT, 2001.

FAZENDA, I. C. A. Interdisciplinaridade: História, Teoria e Pesquisa. 15 ed. São Paulo:Papirus, 2006.

FAZENDA, I. C. A. Integração e interdisciplinaridade no ensino brasileiro: efetividade ou ideologia? São Paulo: Loyola, 1979.

JAPIASSU, H. Interdisciplinaridade e Patologia do Saber. Rio de Janeiro: Imago, 1976.

LENOIR, Y. Três interpretações da perspectiva interdisciplinar em educação em função de três tradições culturais distintas. Revista E-Curriculum, v. 1, n. 1, dez-jul, 2005-2006.

MINAYO, M. C. S. O desafio do conhecimento. 10. ed. São Paulo: HUCITEC, 2007.

MOREIRA, D. A. O método fenomenológico na pesquisa. São Paulo: Thomson-Pioneira,2002.

PEREIRA, J. C. R. Análise de dados qualitativos. 3. ed. São Paulo: EDUSP, 2004.

PHILIPPI JR., A.; TUCCI, C. E. M.; HOGAN, D. J.; NAVEGANTES, R. (ed.).

Interdisciplinaridade em Ciências Ambientais. São Paulo: Signus, 2000.

SILVA, A. M. M.; MACHADO, L. B.; MELO, M. M. O.; AGUIAR, M. C. C. (Org.). Novas subjetividades, currículo, docência e questões pedagógicas na perspectiva da inclusão cultural. 1 ed. Recife (PE): Encontro Nacional de Didática e Prática de Ensino (ENDIPE), 2006.

SPINK, M. J. P. (org. ). Práticas discursivas e produção de sentido no cotidiano. 3. ed. São Paulo: Cortez, 2004.

SZOSTAK, R. How and Why to teach Interdisciplinary Research Practice. Journal of Research Practice, v. 3, n.2, 2007.

THIESEN, J. S. A interdisciplinaridade como um movimento articulador no processo ensino-aprendizagem. Revista Brasileira de Educação, vol.13, no.39, dez 2008, p.545-554.

VAKKAYIL, J. D. A Portrait of the Researcher as a Boundary Crosser. Journal of Research Practice, v. 3, n.3, 2007.

VICTORINO FILHO, A. Pesquisar o cotidiano é criar metodologias. Educação & Sociedade, vol.28, no.98, abr 2007, p.97-110.

YIN, R. K. Estudo de caso. 3. ed. Porto Alegre: Bookman, 2005.

Youngblood, D. Interdisciplinary Studies and the Bridging Disciplines: A Matter of Process.Journal of Research Practice, v. 3, n.2, 2007.

Disciplina: DH 02 – Fundamentos de Desenvolvimento Humano, Políticas Sociais e Processos de Formação

Carga horária: 60 horas (4 créditos)

Ementa

A disciplina propõe uma discussão geral das grandes linhas teóricas que orientam as pesquisas do programa. Tendo como contexto geral as mudanças sociais, políticas, econômicas e culturais das últimas décadas, discute a evolução das políticas sociais no Brasil à luz da crise do Welfare State e das mudanças na organização do trabalho, na constituição da família e nas transformações do processo de formação. Analisa, em seguida, as representações sociais e as construções identitárias nos diferentes ambientes (família, trabalho, escola, comunidade), suas inter-relações e influências no desenvolvimento humano. Finalmente, discute os processos e práticas por meio dos quais os sujeitos constroem e reconstroem conhecimentos nos diferentes contextos formativos, em espaços escolares e não escolares.

Bibliografia Básica

ARAÚJO, C.; SACALON, C. (Org). Gênero, família e trabalho no Brasil. Rio de Janeiro: FGV, 2007.

BERGER, Peter L.; LUCKMANN, Thomas. A construção social da realidade. Petrópolis: Vozes, 2006.

CANÁRIO, R. (org.). Formação e situações de trabalho. Porto: Porto Editora, 2003.

CASTELLS, M. O poder da identidade. A era da informação: economia, sociedade e cultura, v. 2. 2a ed. São Paulo: Paz e Terra, 2000.

FRANCO, Maria Amélia Santoro. Entre a lógica da formação e a lógica das práticas: a mediação dos saberes pedagógicos. Educação e Pesquisa, vol.34, no.1, abr. 2008, p.109-126.

LAVALETTE, Michael; PRATT, Alan. Social Policy. Theory, concepts and issues. London: Sage, 2005.

BROOKFIELD, Stephen D. Understanding and Facilitating Adult Learning. A comprehensive analysis of principles and effective practices. Open Universty Press, 1983.

BRONFENBRENNER, Urie. A Ecologia do Desenvolvimento Humano: Experimentos Naturais e Planejados. Porto Alegra: Artes Médicas, 1996.

JOSSO, Marie- Christine. Experiências de vida e formação. São Paulo: Cortez, 2004.

KOLB, David A. Experiential learning: experience as the source of learning and development. New Jersey: Prentice Hall, 1984.

KOLLER, Sílvia H. (org.). Ecologia do Desenvolvimento Humano. Pesquisa e intervenção no Brasil. São Paulo: Casa do Psicólogo, 2004.

MORIN, Edgar. Os sete saberes necessários à educação do futuro. 12ª ed. São Paulo:Cortez, 2007.

REY, Fernando L. Gonzáles. Sujeito e Subjetividade: uma aproximação histórico-cultural.São Paulo: Pioneira Thomson Learning, 2003.

SENNETT, Richard. A corrosão do caráter: as consequências pessoais do trabalho no novo capitalismo. 4.ed. Rio de Janeiro: Record, 2000.

VALA, J.; MONTEIRO, M. B. (org.). Psicologia Social. 4. ed. Lisboa: Fundação Calouste Gulbekian, 1999.

WENGER, Etienne. Communities of Practice: learning, meaning and identity. New York: Cambridge, 1998.

Disciplina: DH 03 – Seminários Interdisciplinares I e II

Carga horária: 45 horas (3 créditos)

Ementa

Os Seminários, que se desenvolvem ao longo de dois períodos consecutivos do curso, são planejados para funcionar como um espaço de discussão dos projetos em andamento. Os seminários são organizados em dois níveis: o das discussões coletivas, envolvendo alunos e professores, sobre projetos de dissertação; e o de palestras e discussões sobre os temas de Desenvolvimento Humano, Formação e Políticas Sociais, realizadas por pesquisadores convidados e professores do programa, normalmente com bases nas pesquisas em andamento.

Bibliografia Básica

AZEVEDO, F. A cultura brasileira: introdução ao estudo da cultura no Brasil. 6. ed. Brasília: UnB, 1997.

CANÁRIO, R. (org.) Formação e situações de trabalho. Porto: Porto Editora, 2003.

DUBAR, C. A socialização: construção das identidades sociais e profissionais. São Paulo: Martins Fontes, 2005.

GIDDENS, A. As Consequências da Modernidade. São Paulo: UNESP, 1991.

KOLB, David A. Experiential learning: experience as the source of learning and development. New Jersey: Prentice Hall, 1984.

KOLLER, Sílvia H. (org.). Ecologia do Desenvolvimento Humano. Pesquisa e intervenção no Brasil. São Paulo: Casa do Piscólogo, 2004.

MORIN, E; MOIGNE, J-L. A inteligência da complexidade. São Paulo: Fundação Peirópolis, 2000.

VALA, J.; MONTEIRO, M. B. (org.). Psicologia Social. 4. ed. Lisboa: Fundação Calouste Gulbekian, 1999.

ZANELLI, J. C.; BORGES-ANDRADE, J. E.; BASTOS, A .V. B. (Orgs.). Psicologia,

Organizações e Trabalho no Brasil. Porto Alegre: Artmed, 2004.

Uma bibliografia complementar será indicada quando do anúncio das palestras por pesquisadores convidados ou professores do programa.

Disciplina: DH 04 – Estágio de Docência

Carga horária: 60 horas (4 créditos)

Ementa

Disciplina obrigatória para bolsistas CAPES e facultativa para outros alunos do programa.

Carga horária de 30h em sala de aula, com a presença do professor da disciplina de graduação escolhida, mais 30h para preparação das aulas. Disciplinas disponíveis serão indicadas pela coordenação do programa.

Bibliografia Básica

BRASIL. Ministério de Educação. Conselho Nacional de Educação. Lei nº 9.394, de 20 de dezembro de 1996. Estabelece as Diretrizes e Bases da Educação Nacional. Diário Oficial [da] União, Brasília, DF: MEC/CNE, 24 dez. 1996. p. 27894.

______. Ministério de Educação e do Desporto. Conselho Nacional de Educação. Diretrizes Curriculares Nacionais para a Formação de Professores da Educação Básica. Brasília,DF: MEC/CNE, 2001.

DELORS, J. Da educação básica à universidade. In DELORS, J. Educação: um tesouro a descobrir. São Paulo: Cortez; Brasília, DF: UNESCO, 2003.

TARDIF, M. e LESSARD, C. O trabalho Docente. Elementos para uma teoria da docência como profissão de interações humanas. Petrópolis: Vozes, 2005.

VEIGA, I. P. A., (org.). Técnicas de ensino: por que não? 17. ed. Campinas: Papirus, 2006.

Uma bibliografia complementar será indicada pelos professores responsáveis pela disciplina em função da disciplina de graduação na qual o estágio se desenvolve.

Disciplina: DH 05 – Elaboração de dissertação

Carga horária: 300 horas (20 créditos)

Ementa

Disciplina de inscrição automática a partir do segundo trimestre letivo, destinada aos trabalhos de pesquisa e elaboração do tema de dissertação.

Bibliografia Básica:

A disciplina não comporta bibliografia. Trata-se do trabalho individualizado de orientação da dissertação de mestrado.

Disciplinas Eletivas

Linha de Pesquisa 1: Formação e Políticas Sociais

Disciplina: DH 11 – Políticas Sociais nos Espaços Organizacionais

Carga horária: 45 horas (3 créditos)

Ementa

A disciplina enfoca a discussão das políticas sociais como instrumento de análise e de trabalho dos profissionais nos espaços organizacionais. Enfoca também a leitura e análise das relações estabelecidas nas organizações entre os profissionais, as relações de trabalho e o lugar ocupado pelos profissionais nas organizações.

Bibliografia Básica

BARREIRA, M R.C. R.; CARVALHO, M. C. B. Tendências e perspectivas na avaliação de políticas e programas sociais. São Paulo: IEI/PUC, 2001.

BEHRING, Elaine R.; BOSCHETTI, Ivanete S. Política Social: fundamentos e história. São Paulo, Cortez, 2008.

BEHRING, Elaine R. Política social no capitalismo tardio. 2. ed. São Paulo: Cortez, 2002.

BRAVO, Maria Inês S.; PEREIRA, Potyara A. P. Política social e democracia. Rio de Janeiro: UERJ/ São Paulo: Cortez , 2001.

FAGNANI, E. “Política social e pactos conservadores no Brasil:1964-92”. In: Cadernos FUNDAP, São Paulo, nº 21, 1996.

MONTAÑO, Carlos. Terceiro Setor e questão social: crítica ao padrão emergente de intervenção social. São Paulo: Cortez, 2002.

PAULINE, Leda. Modernidade e discurso econômico. São Paulo: Boitempo, 2005.

PERROW, C. Análise organizacional: Um Enfoque Sociológico. São Paulo: Atlas, 1972.

ROBERTS, Bryan R. “A dimensão social da cidadania”. Revista Brasileira de Ciências Sociais, nº 33, São Paulo: ANPOCS, 1997, pp. 5-22.

SADER, Emir; GENTILI, Pablo (orgs.). Pós-neoliberalismo: As políticas sociais e o Estado democrático. Rio de Janeiro: Paz e Terra, 1995.

SANTOS, Wanderley Guilherme dos. Cidadania e Justiça: a política social na ordem brasileira. 2 ed, Rio de Janeiro: Campus, 1987.

SILVA, Maria O.; YAZBEK, MariaC.; GIOVANNI, Geraldo. A política social brasileira no século XXI.

A prevalência dos programas de transferência de renda. 2. ed. São Paulo: Cortez, 2006.

SOUSA, Sandra M. Zákia L. Possíveis impactos das políticas de avaliação no currículo escolar. Cad. Pesqui., 2003, no.119, p.175-190.

SPOSATI, Aldaíza. Vida Urbana e Gestão da Pobreza. São Paulo: Cortez, 1998.

TELLES, Vera da Silva. Direitos Sociais: afinal do que se trata? 2 reimpressão. Belo Horizonte: UFMG, 1999.

VIEITEZ Candido G.; BARONE Rosa E. M. Educação e Políticas Públicas – tópicos para o debate. Araraquara: Junqueira&Marin, 2007.

Wermelinger, Mônica, Machado, Maria Helena and Amâncio Filho, Antenor Políticas de educação profissional: referências e perspectivas. Ensaio: aval. pol. públ. Educ., vol.15, no.55, jun. 2007, p.207-222.

Disciplina: DH 12 – Desenvolvimento Humano: Vida Cotidiana e Processos Culturais

Carga horária: 45 horas (3 créditos)

Ementa

Propõe-se compreender, a partir do modelo ecológico do desenvolvimento humano, os contextos econômicos, políticos e culturais da sociedade contemporânea para possibilitar uma formação capaz de promover leituras dos impactos sobre as mudanças em curso na cultura, na vida cotidiana e nos processos sociais.

Bibliografia Básica

ALVAREZ, S. E.; DAGNINO, E.; ESCOBAR, A. (orgs.). Cultura e política nos movimentos sociais latino-americanos. Belo Horizonte: UFMG, 2000.

BECK, Ulrich. O que é globalização? Equívocos do globalismo e resposta à Globalização. São Paulo: Paz e Terra, 1999.

DOWBOR, Ladislau. O Mosaico Partido. Petrópolis, RJ.: Vozes, 2000.

GIDDENS, A. As Conseqüências da Modernidade. São Paulo: UNESP, 1991.

Goergen, Pedro. Educação moral hoje: cenários, perspectivas e perplexidades. Educ. Soc., vol.28, no.100, out. 2007, p.737-762.

HABERMAS, Jürgen. O discurso Filosófico da Modernidade. São Paulo SP: Martins Fontes, 2002.

HALL, S. A identidade cultural na pós-modernidade. 4a ed. Rio de Janeiro: DP&A, 2000

HARVEY, D. Condição pós-moderna. São Paulo, SP: Loyola, 1992.

SANTOS, Boaventura de Sousa. Pelas mãos de Alice. O social e o político na pósmodernidade. São Paulo: Cortez., 1995.

SANTOS, Boaventura de Sousa (org.). A Globalização e as Ciências Sociais. São Paulo: Cortez, 2002.

TOURAINE, Alain. Crítica da Modernidade. Petrópolis, RJ: Vozes, 2007.

Willinsky, John. Política educacional da identidade e do multiculturalismo. Cad. Pesqui., no.117, nov. 2002, p.29-52.

Disciplina: DH 13 – Políticas Sociais na Formação da Sociedade Brasileira

Carga horária: 45 horas (3 créditos)

Ementa

Busca-se compreender a constituição da sociedade brasileira em suas dimensões histórica, política e sociocultural, no sentido de analisar como tais processos atuam na dinâmica dessa sociedade. A análise pretendida se fundamenta em estudos sobre a diversidade da cultura brasileira e o papel dos movimentos sociais nesse processo, levando-se em conta as práticas sociais tradicionais e conservadoras que se reproduzem/atualizam em nossa sociedade e as implicações dessas práticas no processo formativo das novas gerações.

Bibliografia Básica

AZEVEDO, Fernando. A cultura brasileira: introdução ao estudo da cultura no Brasil. 6. ed. Brasília: UnB, 1997.

BEHRING, Elaine R.; BOSCHETTI, Ivanete S. Política Social: fundamentos e história. São Paulo, Cortez, 2008.

BOBBIO, N. Estado, governo, sociedade: para uma teoria geral da política. 4. ed. Rio de Janeiro: Paz e Terra, 1995.

BOSCHETTI, Ivanete . Assistência Social no Governo Lula: uma Política Social em Disputa e em (re)Construção. Revista Inscrita, Brasília, v. 9, p. 18-22, 2004.

CARNOY, M. Estado e teoria política. 4. ed. Campinas: Papirus, 1994.

CHAUÍ, Marilena. Brasil: mito fundador e sociedade autoritária. São Paulo: Fundação Perseu Abramo, 2000. (História do povo brasileiro).

_____________ Conformismo e Resistência: aspectos da cultura popular no Brasil. São Paulo: Brasiliense, 1996.

ELIAS, N. O processo civilizador: formação do Estado e Civilização. Rio de Janeiro: Jorge Zahar, V. 2, 1994.

FAORO, Raimundo. Os donos do poder: a formação do patriarcado brasileiro. São Paulo: Publifolha, 2000.

FREYRE, Gilberto. Casa grande e senzala. 39. ed. Rio de Janeiro: Record, 2000.

HOBSBAWM, E. Era dos extremos: o breve século XX (1914-1991). São Paulo: Companhia das Letras, 1995.

HOLANDA, Sérgio B. Caminhos e fronteiras. 3. ed. São Paulo: Companhia das Letras, 2001.

_________. Raízes do Brasil. 26. ed. São Paulo. Companhia das Letras, 1997.

LEITE, Dante M. O caráter nacional brasileiro. São Paulo: UNESP, 2003.

MOTA, Carlos G. (org.) Viagem Incompleta: a experiência brasileira (1500-2000): a grande transação. São Paulo: Editora Senac, 2000.

OLIVEIRA, Vanessa Elias de. Interações entre federalismo e políticas sociais. Rev. Sociol. Polit., Nov 2006, no.27, p.219-222.

PRADO JÚNIOR, Caio. Formação do Brasil contemporâneo. 23. ed. São Paulo: Brasiliense,1999.

SADER, Emir; GENTILI, Pablo (orgs.). Pós-neoliberalismo: As políticas sociais e o Estado democrático. Rio de Janeiro: Paz e Terra, 1995.

Linha de pesquisa 2: Desenvolvimento Humano, Identidade e Formação

Disciplina: DH 21 – Socialização profissional e construção Identitária

Carga horária: 45 horas (3 créditos)

Ementa

A disciplina discute os diferentes conceitos de identidade – individual, social, profissional – e sua construção na modernidade. Analisa a evolução do conceito desde suas origens, passando pelas escolas interacionistas, até as discussões da cognição social e da fragmentação da identidade no capitalismo tardio. Aborda a construção identitária a partir do processo de socialização, discutindo a formação e o trabalho como agentes de socialização profissional.

Bibliografia Básica

BAUMAN, Z. Identidade. Rio de Janeiro: Jorge Zahar, 2005.

BERGER, Peter L.; LUCKMANN, Thomas. A construção social da realidade. Petrópolis: Vozes, 2006.

BOCK, A. M. B. (org.). Psicologia e o compromisso social. São Paulo: Cortez, 2003.

BROWNE, L. ; KELLY, J.; SARGENT, D. Change or transformation? A critique of a nationally funded programme of continuous professional development for further Education system. Journal of Further and Higher Education, v. 32, n.4, p.427-439, nov. 2008.

BUENO, B. O. O método autobiográfico e os estudos com histórias de vida de professores: a questão da subjetividade. Educação e Pesquisa, São Paulo, v. 28, n. 1, p. 11-30, jan./jun. 2002.

CANÁRIO, R. (org.). Formação e situações de trabalho. Porto: Porto Editora, 1997.

CODO, Wanderley. Identidade e economia (I): espelhamento, pertencimento, individualidade. Psic.: Teor. e Pesq., Dez 2002, vol.18, no.3, p.297-304.

COLLIN, K. Work-Related identity in individual and social learning at work. Journal of Workplace Learning., v.21, n. 1, p.23-35, 2009.

DUBAR, C. A crise das identidades: a interpretação de uma mutação. Portugal: Edições Afrontamento, 2006.

_________ A socialização: construção das identidades sociais e profissionais. São Paulo:

Martins Fontes, 2005.

_________. A sociologia do trabalho frente à qualificação e à competência. Educação e Sociedade, Campinas, ano 19, n. 64, p. 87-103, CEDES, set., 1998.

EWALD, Ariane P.; SOARES, Jorge C. Identidade e subjetividade numa era de incerteza. Estud. psicol. (Natal), Abr 2007, vol.12, no.1, p.23-30.

FRANCO, Maria A. S. Entre a lógica da formação e a lógica das práticas: a mediação dos saberes pedagógicos. Educação e Pesquisa, vol.34, no.1, abr. 2008, p.109-126.

FRANZOI, N. L. Entre a formação e o trabalho: trajetórias e identidades profissionais. Porto Alegre: UFRGS, 2006.

GIDDENS. A. Modernidade e identidade.Tradução de Plínio Dentzien. Rio de Janeiro: Jorge Zahar, 2002.

JOHNSSON, M. C.; HAGER, P. . Navigating the Wilderness of becoming professional. Journal of Workplace Learning, v. 20, n.7-8, p.526-536, 2008.

IAMAMOTO, M. V. Trabalho e indivíduo social. São Paulo: Cortez, 2001.

LAHIRE, Bernard. Esboço do programa científico de uma sociologia psicológica. Educ. Pesqui., Ago 2008, vol.34, no.2, p.373-389.

PEREIRA, Inês. Identidades em rede: construção identitária e movimento associativo. Sociologia, no.40, set. 2002, p.87-106.

REEVES, J. Teacher investmentin learner identity. Teaching and Teacher Education: An International Journal of Research and Studies, v. 25, n.1, p.34-41, Jan. 2009.

REID, A.; DAHLGREN,L.O.; PETOCZ, P. ; DAHLGREN, M. A. Identity and engagement for professional formation. Studies in Higher Education, v.33, n.6, p. 729-742, Dec. 2008.

STEELE, J. Professional identity and professionals’ workplace learning: A theoretical Proposal. Paper presented at the Academy of Human Resource Development International Research Conference in the Americas. Panama City, Fl, Feb. 20-24, 2008.

SWEITZER, V. B. Towards a theory of student professional identity development: a developmental networks approach. Journal of Higer Education, v. 80, n.1, p.1-33, Jan-Feb,2009.

VIGNOLES, V. L.; REGALIA, C.; MANZI, C.; GOLLEDGE, J.; SCABINI, E. Beyond selfesteem: Influence of multiple motives on identity construction. Journal of Personality and Social Psychology, v. 90, n. 2, 2006, p.308-333.

Disciplina: DH 22 – Relações Família-Trabalho-Formação no Desenvolvimento Humano

Carga horária: 45 horas (3 créditos)

Ementa

A disciplina tem como objetivo dar base para a reflexão das relações entre a família, o trabalho e a formação. Apresenta a família como uma instituição social e historicamente constituída, e local de redimensionamento do indivíduo nas suas interações com o contexto mais amplo. Discute o papel da família na formação do indivíduo e as influências mútuas entre família e trabalho na modernidade.

Bibliografia Básica

ALMEIDA, A. M. (Org.). Pensando a Família no Brasil. Rio de Janeiro: Espaço e Tempo, 1987.

ARAÚJO, C.; SACALON, C. (Org). Gênero, família e trabalho no Brasil. Rio de Janeiro: FGV, 2007.

ARIÈS, P. A História Social da Criança e da Família. Rio de Janeiro: Zahar, 1978.

BOON, H. J. Risk or Resilience? What makes a difference? Australian Educational Researcher, v. 35, n.1, p.81-102, apr 2008.

CARTER, B.: McGOLDRICK, M. The Expanded Family Life Cycle. Individual, family and Social Perspectives. 3.ed. United Stes of America: Allyn & Bacon, 1999.

CAPPELLEN, T.; JANSSENS, M. Global Managers’ Career competencies. Career development International, v. 13, n.6, p.514- 537, 2008.

CERVENY, C. M. O.; BERTHOUD, C. M. E. Visitando a Família ao longo do ciclo vital. São Paulo: Casa do Psicólogo, 2004.

CERVENY, C. M. O. e colaboradores. Família e Ciclo Vital. Nossa realidade em pesquisa. São Paulo: Casa do Psicólogo, 1997.

DEJOURS, C.; ABDOUCHELI, E.; JAYET, C. Psicodinâmica do Trabalho. São Paulo: Atlas, 1997.

HIRATA, H. Nova divisão sexual do trabalho? Um olhar voltado para a empresa e a sociedade. São Paulo: Bomtempo Editorial, 2002.

KELLER, B. K.; WHISTON, S, C. The role of parental influences on young adolescents’ career development. Journal of Career Assessment, v. 16, n.2, p.198-217, 2008.

KIDD, J.M. Exploring the components of career well-being and the emotions associated with significant career experiences. Journal of Career Development, v. 35, n.2, p. 166-186, 2008.

LINDSTROM, L.; DOREN, B.; METHENY, J.; JOHNSON, P. ZANE, C. Transition to employment: role of the family in career development. Exceptional Children, v. 73, n.3, p.348, spr, 2007.

MARTURANO, Edna M. O inventário de recursos do ambiente familiar. Psicol. Reflex. Crit. 2006, vol. 19, no. 3, pp. 498-506.

MCMAHON, M.; ARTHUR, N. COLLINS, S. Social Justice and career development: looking back, looking forward. Australian Journal of Career Development, v. 17, n.2, p.21-29, win 2008.

MONTALI, Lilia. Família e trabalho na reestruturação produtiva: ausência de políticas de emprego e deterioração das condições de vida. Rev. Bras. Ci. Soc., vol.15, no.42, fev. 2000, p.55-71.

PETRINI, J. C. Pós-Modernidade e Família. Um itinerário de compreensão. Bauru: EDUSC, 2003.

SENNETT, R. A cultura do novo capitalismo. Rio de Janeiro: Record, 2006.

VALCOURS, M.; LADGE, J. J. Family characteristics as predictors of women’s objective and subjective career success: integrating traditional and protean career explanations. Journal of Vocational Behavior, v. 73, n.2, p. 300-309, oct. 2008.

VIANNA, Maria J. B. As práticas socializadoras familiares como locus de constituição de disposições facilitadoras de longevidade escolar em meios populares. Educ. Soc. 2005, vol. 26, no. 90, pp. 107-125.

WALSH, F. Strengthening family resilience. New York: The Guilford Press, 2006.

WHITMARSH, L.; BROWN, D.; COOPER, J.; HAWKINS-RODGERS, Y.; WENTWORTH, D. K. Choices and challenges: a qualitative exploration of professional women’s career patterns. Career Development Quarterly, v. 55, n.3, p. 225-236, mar, 2007.

YUNES, MA.M.- Reflexões sobre a Necessidade de Programas de Educação de Trabalhadores Sociais que atuam junto às Famílias de Baixa Renda. In: II Seminário Internacional Educação Intercultural, Gênero e Movimentos Sociais: Identidade, Diferença e Mediações. Anais… Florianópolis: UFSC, 2003. Disponível em: http://www.rizoma.ufsc.br

Acesso em 10/02/08.

Disciplina: DH 23 – Processos Grupais e Representação Social no Desenvolvimento Humano

Carga horária: 45 horas (3 créditos)

Ementa

A disciplina apresenta uma introdução geral à psicologia de grupos, historiando as ideias que influenciaram as pesquisas atuais. Os mecanismos de integração, influência e categorização social são analisados, buscando explicitar a dinâmica de evolução dos grupos. A construção e distribuição de significados dentro dos grupos é vista a partir da teoria das representações sociais, da qual são estudados: a conceituação, a evolução histórica, os modelos teóricos, os instrumentos de análise e as relações com as práticas sociais e o desenvolvimento humano. As técnicas usualmente empregadas para análise da estrutura e dinâmica das representações sociais são apresentadas a partir de exemplos práticos de estudos já realizados.

Bibliografia Básica

ALMEIDA, Angela M. O.; CUNHA, Gleicimar G. Representações sociais do

desenvolvimento humano. Psicol. Reflex. Crit., 2003, vol.16, no.1, p.147-155.

AUGOUSTINOS, M.; PENNY, S. L. Reconciliation: The Genesis of a New Social Representation. Papers on Social Representation, vol. 10, 2001. Disponível em: <http://www.psr.jku.at/>.

CHAMON, Edna M. Q. O.; CHAMON, M. A. Representação Social e Risco: Uma abordagem Psicossocial. In: CHAMON, E. M. Q. O (Org.). Gestão de Organizações Públicas e Privadas. Rio de Janeiro. Brasport, 2007. p. 103-140.

CHAMON, Edna M. Q. O. Representação social da pesquisa e da atividade científica: um estudo com doutorandos. Estud. psicol. (Natal) Abr 2007, vol.12, no.1, p.37-46.

DE ALBA, M. El Método ALCESTE y su Aplicación al Estudio de las Representaciones Sociales del Espacio Urbano: El Caso de la Ciudad de México. Papers on Social Representation, vol. 13, 2004. Disponível em: <http://www.psr.jku.at/>.

DINIZ, Normélia M. F.; SANTOS, Maria F. S.; LOPES, Regina L. M. Social representations of family and violence. Rev. Latino-Am. Enfermagem, Dec 2007, vol.15, no.6, p.1184-1189.

FARR, R. M. As raízes da psicologia social moderna. 7ª ed.Petrópolis: Vozes, 2006.

GUARESCHI, P.; JOVCHELOVITCH, S. (org.). Textos em representações sociais. 8. ed. Petrópolis: Vozes, 2003.

HERZLICH, Claudine. A problemática da representação social e sua utilidade no campo da doença. Physis, 2005, vol.15, p.57-70.

HOWARTH, Caroline. A social representation is not a quiet thing: exploring the critical potential of social representations theory. British journal of social psychology, v. 45 n. 1, 2006, p.65-86.

JODELET, D. (org.). As representações sociais. Rio de Janeiro: UERJ, 2001.

JODELET, D. Loucuras e representações sociais. Petrópolis: Vozes, 2005.

JOFFE, H. Risk: From perception to social representation. British journal of social psychology, v. 42 n. 1, 2003, p.55-73.

LOPES, Ewellyne S. L.; PARK, Margareth B. Representação social de crianças acerca do velho e do envelhecimento. Estud. psicol. (Natal), Ago 2007, vol.12, no.2, p.141-148.

MOREIRA, A. S. P.; CAMARGO, B. V.; JESUÍNO, J. C.; NÓBREGA, S. M. (org.).

Perspectivas teórico-metodológicas em representações sociais. João Pessoa: UFPB, 2005.

MOSCOVICI, S. A representação social da psicanálise. Rio de Janeiro: Zahar, 1978.

MOSCOVICI, S. Representações Sociais. Investigações em psicologia social. 3. ed. Petrópolis: Vozes, 2005.

SÁ, C. P. de. Imaginário e representações Sociais (org.). Rio de Janeiro: Museu da República, 2005.

SÁ, C. P. de. A construção do objeto de pesquisa em representações sociais. Rio de Janeiro: UERJ, 1999.

SPINK, M. J. (org.). O conhecimento no cotidiano. As representações sociais na perspectiva da psicologia social. São Paulo: Brasiliense, 1993.

VALA, J.; MONTEIRO, M. B. (org.). Psicologia Social. 4. ed. Lisboa: Fundação Calouste Gulbekian, 1999.

XAVIER, Roseane. Representação social e ideologia: conceitos intercambiáveis?. Psicol. Soc., Dez 2002, vol.14, no.2, p.18-47.

Artigos selecionados dos Simpósios da Associação Nacional de Pesquisa e Pós-graduação em Psicologia (ANPEPP)

Artigos selecionados das Jornadas Internacionais de Representação Social (JIRS)

Linha de pesquisa 3: Contextos, processos e práticas formativas

Disciplina: DH 31 – Contextos de trabalho e saúde do formador

Carga horária: 45 horas (3 créditos)

Ementa

A disciplina aborda as influências dos contextos no processo de desenvolvimento humano que podem afetar o formador. Busca compreender os determinantes nos vários ambientes do desenvolvimento humano, como o trabalho, e suas repercussões no processo de saúde do indivíduo, gerando doença ocupacional e sofrimento psíquico. Discute fenômenos humanos que ocorrem neste contexto de formação, como absenteísmo, e as formas de enfrentamento de que o formador dispõe. Discute ainda, as teorias e abordagens dos processos de saúde/doença e qualidade de vida, evidenciando correlações entre agentes do contexto do trabalho e desenvolvimento humano.

Bibliografia Básica

ANTONIAZZI, A. S.; DELL’AGLIO, D. D.; BANDEIRA, D. R. O conceito de coping: uma revisão teórica. Estudos de Psicologia, v. 3, n. 2, 1998. p. 273-294.

BENEVIDES-PEREIRA, A. M. T. O Estado da Arte do Burnout no Brasil. Revista Eletrônica InterAção Psy, v. 1, n. 1, ago 2003. p. 4-11.

BENEVIDES-PEREIRA, A. M. T. Burnout: quando o trabalho ameaça o bem-estar do trabalhador. S.Paulo, Casa do Psicólogo, 2002.

BRUMMELHUIS, L. L.; VAN DER LIPPE, T.; KLUWER, E. S.; FLAP, H. Positive and Negative Effects of Family Involvement on Work-Related Burnout. Journal of Vocational Behavior, v.73 n.3 p.387-396, Dec 2008.

CAMPOS, G. W. S. C.; MINAYO, M. C. S.; AKERMAN, M.; DRUMOND JUNIOR, M.; CARVALHO, Y. M. (Orgs.). Tratado de Saúde coletiva. São Paulo: Hucitec; Rio de Janeiro: Fiocruz, 2006.

DEJOURS, C.; ABDOUCHELI, E.; JAYET, C. Psicodinâmica do trabalho. São Paulo: Atlas, 2000.

GRAYSON, J. L.; ALVAREZ, H.K. School Climate Factors Relating To Teacher Burnout: A Mediator Model. Teaching and Teacher Education: An International Journal of Research and Studies, v24, n.5 p.1349-1363, Jul 2008.

HACKMAN, J. Richard; OLDHAM, Greg; JANSON, Robert; PURDY, Kenneth. A new strategy for job enrichment. California Management Review, Summer, v. 17, n. 4, p. 57-71, 1975.

INOCENTE, N. J. Estresse Ocupacional: Origens, Conceitos, Relações e Aplicações nas Organizações e no Trabalho. In: CHAMON, E. M. Q. O (Org.). Gestão e Comportamento Humano nas Organizações. Rio de Janeiro. Brasport, 2007. p. 146-179.

INOCENTE, N. J. Síndrome de Burnout em Professores Universitários do Vale do Paraíba (SP). Tese de Doutorado em Ciências Médicas. Universidade de Campinas, 2005.

KAWACHI, I. Injustice at work and health: causation or correlation? Occupational and Environmental Medicine, vol. 63, pp. 578-579, 2006.

KINMAN, G. Work stressors, health and sense of coherence in academic employees.

Educational Psychology, v. 28, n.7, p.823-835, Dec. 2008.

LIM, S.; CORTINA, L.M., MAGLEY, V.J. Personal and workgroup incivility: impact on work and health outcomes. The Journal of applied psychology, vol. 93, n. 1, pp.95-107, jan. 2008.

LIMONGI-FRANÇA, A. C.; RODRIGUES, A. L. Stress e Trabalho. Uma abordagem piscossomática. São Pulao: Atlas, 2005.

LIPP, M. (org.). Pesquisas sobre stress no Brasil. Campinas: Papirus, 1996.

MELCHIOR, M.; BERKMAN, L., NIEDHAMMER, I., ZINS,M.; GOLDBERG, M. The mental health effects of multiple work and family demands : A prospective study of psychiatric sickness absence in the French GAZEL study, Social Psychiatry and Psychiatric Epidemiology, v. 42, n. 7, p.573-582, july 2007.

MINAYO-GOMEZ, Carlos; BARROS, Maria E. Saúde, trabalho e processos de subjetivação nas escolas. Psicol. Reflex. Crit., vol.15, no.3, 2002, p.649-663.

MCCARTHY, C. J.; LAMBERT, R. G.; O’DONNELL, M.; MELENDRES, L. T. The relation of elementary teachers’ experience, stress and coping resources to burnout symptoms. Elementary School Journal, v. 109, n.3, p. 282-300, jan. 2009.

MCGRATH, B. J.; HUNTINGTON, A. D. The health and wellbeing of adults working in early childhood education. Australian Journal of Early Childhood, v. 32, n.3, p.33-38, sep. 2007.

MUCHINSKY, P. M. Psicologia Organizacional. São Paulo: Thomson, 2004.

PASCHOAL, T.; TAMAYO, A. Validação da Escala de Estresse no Trabalho. Estudos de Psicologia, v. 9, n. 1, 2004. p. 45-52.

PIZZATO, M. I. G. Estratégias de Coping. In: CHAMON, E. M. Q. O (Org.). Gestão de Organizações Públicas e Privadas. Rio de Janeiro. Brasport, 2007. p. 141-155.

SAMPAIO, J. R. (Org.). Qualidade de Vida no Trabalho. São Paulo: Casa do Psicólogo, 2004.

SELYE, H. Stress: a tensão da vida. São Paulo: IBRASA, 1965.

TAMAYO, A. (col.). Cultura e Saúde nas Organizações. Porto Alegre: Artmed, 2004.

VEDOVATO, Tatiana G.; MONTEIRO, Maria I. Perfil sociodemográfico e condições de saúde e trabalho dos professores de nove escolas estaduais paulistas. Rev. esc. enferm. USP, vol.42, no.2, jun. 2008, p.291-297.

WELBOURNE, J.; EGGERTH, D.; HARTLEY, T. A.; ANDREW, M. E.; SANCHEZ, F. Coping strategies in the workplace: relations with attributional style and job satisfaction. Journal of Vocational Behavior, v. 70, n.2, p.312-325, Apr. 2007.

ZANELLI, J. C.; BORGES-ANDRADE, J. E.; BASTOS, A .V. B. (Orgs.).

Psicologia, Organizações e Trabalho no Brasil. Porto Alegre: Artmed, 2004.

Disciplina: DH 32 – Aprendizagem e Gestão do Conhecimento do Adulto

Carga horária: 45 horas (3 créditos)

Ementa

A disciplina analisa as formas de aprendizagem empreendidas por adultos e os respectivos processos identificados nos percursos formativos. Esta disciplina prevê a teorização de conceitos relativos à aprendizagem do adulto, preocupando-se com a singularidade característica do processo de apropriação do conhecimento, bem como os fatores estimuladores de desenvolvimento humano. Objetiva, ainda, a reflexão sobre os meios pelos quais se considera a aprendizagem significativa e provocadora de mudanças. Temas como Memória e Metacognição serão estudados para apreender o modo como o adulto aprende.

Bibliografia Básica

BOTERF, Guy Le. Desenvolvendo a competência dos profissionais. Porto Alegre: Artmed, 2003.

BROOKFIELD, Stephen D. Understanding and Facilitating Adult Learning. A

comprehensive analysis of principles and effective practices. Open Universty Press, 1983.

CHARLOT, B. Da relação com o saber: elementos para uma teoria. Porto Alegre: Artmed, 2000.

CLAXTON, Guy. O desafio de aprender ao longo da vida. Porto Alegre: Artmed, 2005.

CORTELLA, Mário Sérgio. Não nascemos prontos! Provocações Filosóficas. Petrópolis: RJ: Vozes, 2006.

COURTNEY, J.F.; HAYNES, J.D.; PARADICE, D.B. Inquiring Organizations: moving from Knowledge management to wisdom, 2nd ed. Idea Group Inc (IGI), 2005

DALKIR, K. Knowledge Management in Theory and Practice: Theory Into Practice, Butterworth-Heinemann, 2005, 356 p.

Dowbor, Ladislau. Educação e apropriação da realidade local. Estud. av., vol.21, no.60, ago. 2007, p.75-90.

DUBAR, C. A socialização: construção das identidades sociais e profissionais. São Paulo: Martins Fontes, 2005.

FLAVELL, John H.; MILLER, Patrícia H.; MILLER, Scott A. Desenvolvimento Cognitivo. Porto Alegre: Artes Médicas, 1999.

GARCIA, Carlos M. Formação de Professores. Para uma mudança educativa. Lisboa: Porto Editora, 1999.

IMBERNÓN, Francisco. Formação Docente e Profissional. Formar-se para a mudança e a incerteza. São Paulo: Cortez, 2000. (Coleção Questões da Nossa Época; v.77).

JOSSO, Marie- Christine. Experiências de vida e formação. São Paulo: Cortez, 2004.

KOLB, David A. Experiential learning: experience as the source of learning and development. New Jersey: Prentice Hall, 1984.

KULKARNI, U.R.; RAVINDRAN, S.; FREEZE, R. A Knowledge Management Success Model: Theoretical Development and Empirical Validation, Journal of Management Information Systems, Vol. 23, N. 3, PP. 309 – 347, Winter 2006-7.

LEITÃO, Cleide Figueiredo. Buscando caminhos nos processos de Formação/autoformação. Rev. Bras. Educ, no.27, dez. 2004, p.25-39.

MACLENNAN, J. Do the thing you cannot do: The imperative to be an adult learning in order to be a more effective adult educator. Australian Journal of Adult Learning, v. 48, n.2, p.385-398, Jul. 2008.

MAIER, R.; SCHMIDT, A. Characterizing knowledge maturing: A conceptual process model for integrating e-learning and knowledge management, IN: 4th Conference Professional Knowledge Management – Experiences and Visions, 2007

POZO, J. I. Aquisição de Conhecimentos: quando a carne se faz verbo. Porto Alegre: Artmed,2004.

RAMAN, M. et al. Designing Knowledge Management Systems for Teaching and Learning with Wiki Technology, Journal of Information Systems Education, Vol. 16, n. 3, 2006.

REY, Fernando L. Gonzáles. Sujeito e Subjetividade: uma aproximação histórico-cultural. São Paulo: Pioneira Thomson Learning, 2003.

SCHÖN, Donald. Formando o Profissional Reflexivo. Porto Alegre: Artmed, 2000.

SCHULTZE, U.; LEIDNER, D.E. Studying knowledge management in information systems research: discourses and theoretical assumptions, MIS Quarterly, Vol. 26, No. 3, pp. 213- 242, Sept 2002.

STEWART, B.; WAIGHT,C. E-Learning Teams and their adult learning efforts in Corporate settings: a cross analysis of four case studies. International Journal on E-Learning, v.7, n2, p.293-309, apr. 2008

TARDIF, Maurice. Saberes Docentes e Formação Profissional. Petrópolis, RJ: Vozes, 2006.

TOWNSEND, R. Adult Education, Social inclusion and cultural Diversity in Regional communities. Australian Journal of Adult Learning, v. 48, n.1, p. 7-92, Apr. 2008

VAAST, E. et al. Investigating the “Knowledge” in Knowledge Management: A Social Representations Perspective, The Communications of the Association for Information Systems, Vol. 17, Article 15, pp. 314-340, 2006.

WORTHMAN, C. The positioning of adult learners: appropriating learner experience on the continuum of empowerment and emancipation. International Journal of Lifelong Education, v.27, n.4, p.443-462, Jul. 2008

Disciplina: DH 33 – Tecnologias interativas nos processos de formação

Carga horária: 45 horas (3 créditos)

Ementa

A disciplina objetiva a reflexão sobre temas e questões relacionados à integração de tecnologias na gestão do conhecimento produzido nos diferentes contextos de formação.

Propõe-se a explorar novas formas de interpretar e representar o conhecimento por meio de distintas mídias, enfatizando a integração de diferentes tecnologias e áreas do saber ao trabalho, especialmente sob a forma de projetos de aprendizagem cooperativa, desenvolvimento de comunidades de práticas potencializados pela tecnologia e resolução de problemas favorecidos pelo uso de TIC.

Bibliografia Básica

ALMEIDA, M. E. B. Projeto: uma nova cultura de aprendizagem, jul., 1999.

Disponível em:<http://www.educacaopublica.rj.gov.br/biblioteca/educacao/educ30.htm>. Acesso em 03/mar/2008.

BELLONI, M. L. Educação a distância. Campinas: Autores Associados, 1999.

CASTELLS, Manuel. A sociedade em Rede. São Paulo: Paz e Terra, 1999.

CASTRO NEVES, C. M. de. Critérios de qualidade para a educação a distância. Tecnologia Educacional. Rio de janeiro, v.26, n.141, abr./jun.,1998.

CUNHA, F.; HECKMAN, J. Formulating, Identifying and Estimating the Technology of Cognitive and Noncognitive Skill Formation, University of Chicago, April, 2006.

CUNHA, F.; HECKMAN, J. The Technology of Skill Formation, American Economic Association, vol. 97, n. 2, pp. 31-47, may 2007.

___________________. Tecnologias na educação a distância ou presencial: seis lições básicas. Pátio- revista pedagógica, v.5, n.18 ago./out. 2001.

EM ABERTO. Educação a distância. Brasília: Inep v.16, n.70, abr./jun. 1996.

HECKMAN, J.J. The technology and neuroscience of capacity formation, IN: Proceedings of the National Academy of Sciences of the United States of America, 2003.

HERNANDEZ, F. Transgressão e mudança na educação: os projetos de trabalho. Porto Alegre: Editora artes médicas, 1998.

KENSKI, V. Em direção a uma ação docente mediada pelas tecnologias digitais. In: BARRETO, R. (Org.). Tecnologias educacionais e educação à distância. Rio de Janeiro: Quartet, 2001. p. 74-84.

LÉVY, P. As tecnologias da inteligência: o futuro do pensamento na era da informática. Rio de Janeiro: Editora 34,1995.

__________. Cibercultura. Rio de Janeiro. Editora 34,1999.

LEGEY, L.-R.; ALBAGLI, S. Construindo a sociedade da informação no Brasil: uma nova agenda. Revista de Ciência da Informação, v.1, n.5, out. 2000.

LEMOS, C. Inovação na era do conhecimento. In: LASTRES, H. M. M.; ALBAGLI, S. (orgs.). Informação e globalização na era do conhecimento. Rio de Janeiro, Campus, 1999. Reproduzido em Revista Parcerias Estratégicas. Brasília, Centro de Estudos Estratégicos, n.8, p.157-79, maio 2000.

MORIN, E. Os sete saberes necessários à educação do futuro. 12ª ed. São Paulo: Cortez, 2007.

_________. Ciência com consciência. 6ª ed. Rio de Janeiro: Bertrand Brasil, 2002.

MORIN, E; MOIGNE, J-L. A inteligência da complexidade. São Paulo: Fundação Peirópolis, 2000.

MORAN, J. M.; MASETTO, M. T.; BEHRENS, M. A. Novas tecnologias e mediação pedagógica. Campinas: Papirus, 2000.

MORAN, J. M. Mudanças na comunicação pessoal. São Paulo: Paulinas, 2000.

SILVA, M. (Org.). Educação on-line. São Paulo: Loyola, 2003.

___________. Sala de aula interativa. Rio de Janeiro: Quartet, 2003.

SILVA, Antonio Braz de Oliveira et al. Estudo da rede de co-autoria e da interdisciplinaridade na produção científica com base nos métodos de análise de redes sociais: avaliação do caso do Programa de Pós-graduação em Ciência da Informação – PPGCI/UMG. Enc. Bibli: R. Eletr. Bibliotecon. Ci. Inf., Florianópolis, n. esp., 1º sem. 2006.p.179-194.Disponível em http://www.encontrosbibli.ufsc.br/bibesp/esp_03/913_GT7_silva.pdf>.Acesso em 16 de fev. 2008.

VALENTE, J. A. A espiral da aprendizagem e as tecnologias da informação e comunicação: repensando conceitos. In JOLY, M. C. (Ed.). Tecnologia no ensino: implicações para a aprendizagem. São Paulo: Casa do Psicólogo, 2002, p.15-37.

____________. (Org.). Computadores na sociedade do conhecimento. Campinas: Nied- Unicamp, 1999.

VALENTE, J. A.; ALMEIDA, M. E. B. Formação de educadores a distância e integração de mídias. São Paulo: Avercamp, 2007.

VIDAL, C. A. Formação à distância massiva de docentes através da internet. Aprendizagem de experiências desenvolvidas no Chile. In: Fundação Victor Civita. O desempenho dos professores na América Latina e no Caribe: novas prioridades. São Paulo: Fundação Victor Civita, 2004.

WENGER, Etienne. Communities of Practice: learning, meaning and identity. New York: Cambridge, 1998.

WENGER, Etienne; McDERMOTT, Richard; SNYDER, William. Cultivating communities of practice. A guide to managing knowledge. New York: Harvard Business School, 2002.

Disciplina: DH 41 – Tópicos em Educação

Carga horária: 45 horas (3 créditos)

Ementa

A ementa desta disciplina é variável em função da evolução das pesquisas no programa.

Envolve discussão sobre temas relevantes para a área de educação, incluindo políticas públicas para o setor, formação inicial e continuada, formação inclusiva, educação do campo, entre outros.

Bibliografia Básica

ANTUNES-ROCHA, Maria I.; MARTINS, Aracy A. (orgs.). Educação do Campo. Desafios para a formação de professores. 2. ed. Belo Horizonte, MG: Autêntica, 2011.

BRASIL. Ministério de Educação. Conselho Nacional de Educação. Lei nº 9.394, de 20 de dezembro de 1996. Estabelece as Diretrizes e Bases da Educação Nacional. Diário Oficial [da] União, Brasília, DF: MEC/CNE, 24 dez. 1996. p. 27894.

______. Ministério de Educação e do Desporto. Conselho Nacional de Educação. Diretrizes Curriculares Nacionais para a Formação de Professores da Educação Básica. Brasília, DF: MEC/CNE, 2001.

CALDART, Roseli. Pedagogia do Movimento Sem Terra. Petrópolis: Vozes, 2004.

DECLARAÇÃO MUNDIAL SOBRE EDUCAÇÃO PARA TODOS. Plano de ação para satisfazer as necessidades básicas de aprendizagem. Tailândia, 1990.

JANNUZZI, Gilberta S. M. A educação do deficiente no Brasil: dos primórdios ao início do século XXI. Campinas: Autores Associados, 2004.

TARDIF, M. e LESSARD, C. O trabalho Docente. Elementos para uma teoria da docência como profissão de interações humanas. Petrópolis: Vozes, 2005.

VIEITEZ Candido G.; BARONE Rosa E. M. Educação e Políticas Públicas – tópicos para o debate. Araraquara: Junqueira&Marin, 2007.

Artigos de revistas da área: Cadernos CEDES; Educar em Revista; Educação & Sociedade; Educação e Pesquisa.

Artigos do ENDIPE e de congressos da ANPEd e ANPOCS.

Uma bibliografia complementar será indicada pelos professores responsáveis pela disciplina em função dos temas abordados.